Indústria 4.0 e a jornada para o futuro

Processo de transformação inicia na mente do(a) empresário (a)

O ano é 2020. Neste momento, além da pandemia, estamos vivendo em paralelo uma mudança radical de paradigma, em que o desejo pela Inovação se torna cada vez mais frequente nas empresas.  Essa transformação faz parte da quarta revolução industrial, que também é conhecida como Indústria 4.0.

O conceito 4.0 traz embutido uma série de inovações e transformações, que mesmo não sendo aplicado em sua totalidade, contribui com o avanço no processo produtivo e a redução relevante de custo para as empresas.  

Para quem ainda acredita que a implantação da indústria 4.0 é inatingível, principalmente para PME’s, é o momento de repensar. Isso porque existe uma extensa lista de vantagens na adoção desse novo conceito, e os benefícios só tendem a aumentar, já que essa revolução aumentará a capacidade operacional das empresas.

Porém, nada acontece ou é conquistado do dia para a noite e a principal barreira a ser vencida é a resistência que muitos donos de empresa têm, acreditando ser um negócio oneroso e longe da sua realidade.

A Indústria 4.0 é a jornada para o futuro
 que inicia na mente do(a) empresário(a).

Muito mais do que adotar a tecnologia, a Indústria 4.0 propõe um entendimento profundo do negócio, oportunidades e gargalos. Só assim será possível empregar as mudanças propostas por essa nova era de forma a aumentar os ganhos.

A 4ª Revolução Industrial utiliza como um dos principais pilares a IoT (internet das coisas). É através dela que os sistemas físicos se conectam através da internet. Trata-se de uma evolução de vários elementos que já existiam, como a Internet mais segura e rápida, computadores mais robustos para tratar do grande volume de dados, Big Data, entre outros.  

Tecnologias como a Internet das Coisas, computação em nuvem, conexão 5G, Inteligência Artificial, Big Data, são fundamentais para habilitar esse conceito.

No Brasil, a Indústria o 4.0 surge como uma oportunidade de transformar a realidade atual e construir o futuro. Afirmar que esse conceito é a ‘bola da vez’ já virou senso comum, de tanto que se fala sobre isso. Mas, será que uma média empresa ou indústria estaria realmente preparada para se adequar a essa realidade global?

Em um país, cuja economia é considerada a 9ª do mundo, o baixo desempenho em Inovação nos mostra que ainda temos um longo caminho a seguir. Segundo uma pesquisa realizada pelo Projeto Indústria 2027, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Indústria 4.0 é uma realidade para apenas 1,6% das empresas brasileiras do setor industrial. Em 10 anos, a projeção é de que 21,8% cheguem lá. Sua empresa será uma delas?

De acordo com o estudo, apenas 15,1% dos pesquisados têm projetos em adoção nas áreas de internet das coisas, inteligência artificial, armazenamento em nuvem e big data, cuja combinação gera o cenário de manufatura avançada descrito pelo termo Indústria 4.0. Porém, as tecnologias avançadas de produção são essenciais para desbloquearem e assegurarem a competitividade.

Os modelos de negócio estão evoluindo muito rápido. É possível arriscar dizer que o futuro já chegou e não irá parar por aí. E, para não perder o mercado, cada vez mais evidencia-se a necessidade de as empresas se preparem para essa nova realidade.

A jornada 4.0: como começar?

De acordo com dados do estudo “O Futuro Impulsionado pelos Dados das Indústrias Brasileiras” realizado pela Software.org, uma fundação da BSA|The Software Alliance, ao todo, 38% das pequenas e médias empresas brasileiras enxergam nas tecnologias da Indústria 4.0 o caminho para oferecer melhores produtos e serviços.

A Indústria 4.0 pode sim ser uma realidade em PME’s, e a principal pergunta é: como aplicar na minha empresa?

“Entrar na jornada é o melhor caminho para aplicação desse conceito, que pode ser realizada por meio de uma tecnologia acessível”, acredita João Mocelin, consultor associado na Blauecke – especializada em consultoria empresarial.

Entender como é o trabalho no dia-a-dia, seus indicadores estratégicos, táticos, operacionais e o balanço da empresa é fundamental para a implementação do conceito 4.0, e a jornada para um futuro moderno e sustentável começa justamente no conhecimento do próprio negócio.

Os principais passos dessa jornada são: Diagnóstico e Estratégia – Empresa Lean – Estratégia 4.0 – Dados e Inteligência Artificial. “Cada empresa deve encontrar e definir a sua jornada. O importante é agir, sair da inércia”, completa o consultor.

A partir do diagnóstico da empresa, levando em consideração sua situação digital, é possível traçar uma estratégia com prioridades, para tomar uma decisão. O próximo passo, anterior à aplicação da tecnologia, é garantir que a empresa esteja enxuta, eliminando projetos que não agregam valor ou que geram desperdício, por exemplo.  

Entender o quadro de pessoal também é uma etapa importante para a empresa definir sua estratégia de 4.0.  Por fim, é chegada a hora de compilar os dados levantados, aplicar a inteligência artificial e, finalmente, iniciar a aplicação do novo conceito.

Uma realidade para todos os segmentos

A mesma arquitetura se repete para serviços ou outra produção de qualquer natureza. Por essa razão, o conceito 4.0 já não é somente da indústria e sim de empresas de qualquer segmento.

Nesse contexto, fica clara a necessidade e a importância de usarmos esse conceito como uma forma de aumentar a produtividade e até a sobrevivência de negócio.  

Em qual degrau da escada evolutiva do seu negócio rumo ao futuro sua empresa está hoje?

Agende uma reunião com um consultor associado e saiba mais sobre como a Blauecke pode te ajudar a avançar na jornada rumo à indústria 4.0.

Gestão da Qualidade

É lugar comum e chega a ser óbvio, mas tem que ser dito sobre a Gestão da Qualidade:

Qualidade Consistente e de Excelência é fundamental para qualquer negócio!

Seja um Bem ou Serviço.

E o que é uma Qualidade de Excelência?

É aquela que atende aos requisitos de Satisfação do Cliente e sempre com variações tendendo a zero, ou seja, Consistente!

É aqui que entra a Gestão da Qualidade (ou Sistema da Qualidade). É através da correta execução do Sistema da Qualidade é que asseguramos que o cliente receberá aquilo que está esperando independente da sazonalidade, das pessoas que estejam executando as atividades, dos novos fornecedores, da presença do Gestor ou do Proprietário.

Certamente há várias abordagens e correntes para se definir uma boa Gestão da Qualidade e abaixo apontamos uma que realmente funciona muito bem pois já temos resultados práticos acumulados em diferentes empresas.

Vamos lá:

gestao da qualidade

 

Estratégia: Como sempre, iniciar com uma definição de que queremos e que esteja alinhado à Estratégia da Empresa é fundamental. Amarrar os Processos Internos com a visão dos Clientes e garantindo o resultado Econômico com Aprendizado, sem dúvida é o primeiro passo para ter uma Gestão da Qualidade. É daqui que se dissemina a Implantação.

Governança: Aqui devemos definir os Fóruns e Rituais de Decisão, o sistema integrado alinhado com um bom ERP, as diretrizes e as Responsabilidades de toda a empresa na obtenção da Qualidade Consistente.

Pessoas e Organização: Definição da Estrutura Organizacional, Papeis e Responsabilidades, Competências e Habilidades necessárias.

Produto: Especificações, Roteiros, Procedimentos, Padrões e Desenvolvimento de novos produtos. É impossível alcançar a Consistência sem essas ferramentas.

Fornecedores: Fazer com que os fornecedores conheçam e entendam as necessidades de seu processo e de sua empresa e tambem o caminho inverso, ou seja, que sua empresa conheça os seus principais fornecedores. Desenvolver parcerias sérias e autenticas.

Cadeia de Suprimentos: A Qualidade não se faz somente na Fábrica ou nas Áreas que desenvolvem os Serviços. Toda a empresa tem, obrigatoriamente, estar alinhada com os requisitos da Qualidade. Desde o armazém de recebimento até o transporte nas condições corretas.

Melhoria Contínua: Implantar e utilizar as ferramentas corretas para solução de problemas, ter a Voz do Cliente sempre presente e analisar constantemente os resultados com busca permanente de melhores resultados.

Indicadores de Performance (KPI’s): Lá vem o chavão novamente: O que não se mede não se melhora. Implantar os Kpi’s nos 3 níveis: Estratégico, Tático e Operacional.

 

Quando todas essas “caixinhas” estão em sintonia o resultado é maravilhoso e lembre-se: Quem define o padrão da Qualidade de seu Produto ou Serviço é o seu Cliente.

Gestão da Qualidade é um pilar de sustentação para o seu negócio!

 

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Excelência Operacional Hospitalar

Quando se fala em Excelência Operacional, imediatamente vem à mente uma Industria com toda a complexidade inerente da cadeia Logística e Produtiva.

Porém todo o conhecimento acumulado em décadas pela Manufatura é totalmente aplicável na área da saúde na Gestão de Hospitais quando se busca Maximizar os Resultados, a Satisfação dos Pacientes e Familiares, a Redução de Custos e a Segurança e Qualidade dos Serviços.

Podemos classificar a Excelência Operacional Hospitalar em 4 Dimensões:

excelencia op hospitalar

Qualidade Assegurada:

É aqui que se elabora e se fiscaliza todos os Padrões, Procedimentos e Protocolos

É o legislativo da organização e os departamentos são os executivos.

Pode-se desenvolver internamente um Sistema Integrado da Qualidade ou buscar uma Certificação de órgãos como a ISO; Joint Commission International (JCI), etc.

Segurança dos Pacientes e Familiares e Auditoria dos Processos aplicados são exemplos importantes das atividades da Qualidade Assegurada.

Melhoria Contínua

Aqui acontece a busca constante da “Zero” Perda e Desperdício e como consequência a maximização da rentabilidade.

Todos os processos do Hospital devem ser levantados em todos os seus detalhes usando VSM (Value Stream Mapping) na busca dos Gargalos e na sincronização de toda a cadeia hospitalar.

A Gestão dos Indicadores é definida bem como os rituais para acompanhamento e correção dos desvios.

KPI’s como Giro de Leitos, Giro de Salas Cirúrgicas, Fluxo de Pacientes e Tempo médio de Permanência são exemplos dos indicadores utilizados.

As ferramentas para análise e correção dos problemas são padronizadas e a busca do aumento da capacidade sem investimentos em ativos é maximizada.

Segurança, Higiene e Meio Ambiente

A Segurança e a Saúde do trabalho dos Colaboradores dos hospitais são asseguradas através do Sistema da Segurança que segue à risca tanto a legislação como a Política Interna definida pela direção do Hospital.

Os elementos de uma Gestão de Excelência tambem são aplicados aqui como Programas de Prevenção, Gestão à Vista, KPI’s em linha com a estratégia do Hospital, Capacitação e Treinamento, etc.

Os descartes tóxicos e perigosos bem como o uso Sustentável dos recursos utilizados na operação são geridos por essa dimensão da Excelência Operacional.

Logistica, Hotelaria e Gestão de Suprimentos

A Cadeia Logistica de um Hospital é bastante complexa e uma gestão eficiente é fundamental para a busca da Excelência em Custos e Serviços.

Gestão dos Estoques da Farmácia Clínica, Negociações e licitações, Lavanderia e compras de todos os Insumos e Materiais exigem a integração destas atividades e a correta sincronização das demandas dos Pacientes e Familiares.

Enfim, a Gestão Hospitalar é tão complexa quanto a de uma grande Industria e a Excelência Operacional é a busca constante da organização, tanto para gerar a Satisfação dos Pacientes como tambem tornar a operação rentável com o correto equilíbrio entre o Custo e o Benefício

 

Prazo de Entrega – Lead Time

Prazo de Entrega não atendido é um drama que afeta empresas que produzem sob pedido ou encomenda (Make to Order) de variadas naturezas e segmentos.

O Prazo de Entrega não atendido traz sérias consequências ao negócio, como por exemplo:

  • Insatisfação ou perda de Clientes;
  • Imagem negativa da empresa no “mercado”;
  • Perda de Receita;
  • Custos Adicionais;
  • Insatisfação dos Colaboradores, etc.

São muitas e de diversas naturezas as causas para o Prazo de Entrega não atendido, entretanto as mais comuns giram em torno de:

  1. Falta de estoque de Insumos, Peças, Matérias-primas e Materiais;
  2. Terceirização (ou quarteirização) ineficiente de alguma parte do processo;
  3. Qualidade Não Conforme dos Insumos, Peças ou do Produto Acabado;
  4. Baixa Eficiência da Manufatura.

Vamos passar rapidamente pelos motivos apontados acima identificando algumas causas raízes do Prazo de Entrega não atendido.

Falta de Estoque de Insumos, Matérias-primas e Materiais

  1. As Estruturas (ou as Receitas) dos produtos não estão atualizadas. Isto é fatal! O programador checa o estoque e abre o pedido. O setup da linha é feito e no momento de iniciar a produção vem a surpresa: a estrutura do produto não coincide com a necessidade da produção.
  2. Estoque não atualizado (falha no controle). As últimas baixas não foram feitas e o físico não coincide com o sistema. A mesma situação da causa (1) se repete aqui. Se perde todo o tempo e esforço na preparação de uma ordem de produção.
  3. Política de Estoque não atualizada ou sua ausência. Neste caso não há reposições de estoque no momento certo e muito menos uma Gestão adequada.

Obviamente que as soluções passam pela revisão da Gestão do Estoque através de uma correta Política, Inventários cíclicos, Atualização das Estruturas dos Produtos, etc.

Aparentemente são soluções relativamente simples porem requerem foco, processos definidos e execução adequada.

Terceirização (ou quarteirização)

  1. Falta ou ineficiência na Gestão da Terceirização

O Terceiro que presta serviço para a empresa pode estar com baixa eficiência ou passando pelos mesmos problemas que você está enfrentando e também sofrer com o Prazo de Entrega. Está na hora de fazer uma Gestão conjunta.

Toda empresa que utiliza serviços de parceiros em alguma parte de seu processo necessita de uma Gestão de Terceiros. A Gestão correta implica em Planejamento, Acompanhamento constante e Feedback com KPI’s adequados.

Qualidade Não Conforme

  1. Os insumos que você recebe de seu fornecedor estão chegando fora das especificações;
  2. A Terceirização apresenta falhas de Qualidade em seus Processos;
  3. O seu processo está gerando Não Conformidades levando a retrabalhos e reprovações.

Ter uma Inspeção da Qualidade não garante e não é o suficiente para que tenhamos uma estabilidade e segurança na conformidade dos produtos.

É necessário elaborar e implantar um Sistema da Qualidade Assegurada abrangendo toda a empresa com processos robustos, indicadores corretos e auditorias constantes.

Baixa Eficiência da Manufatura

  1. Quebras, paradas, ajustes;
  2. Mão de obra não qualificada ou sem capacitação.
  3. Equipamentos obsoletos
  4. Roteiros de Produção não atualizados ou inexistentes, etc.

Não seria necessário dizer mas é sempre muito bom reforçar que a Gestão da Fábrica é fundamental e crucial para a solução dos problemas de Lead-Time.

A Gestão Lean é poderosa quando aplicada corretamente e os resultados chegam rápido.

Conclusão:
É comum encontrar soluções pontuais e isoladas para algumas das causas raízes apontadas aqui, gerando melhorias tambem pontuais que não se sustentam com o tempo.

Além das soluções de caráter técnico é fundamental implantar uma Gestão Eficiente e Integrada.

Processos integrados e sincronizados aliados às ferramentas técnicas é o caminho seguro para uma solução robusta.

A solução pode vir internamente ou através de uma Consultoria. Em ambos os casos o Benefício de aplicar uma Gestão Integrada, e estar atento para as causas aqui apontadas, é enorme e coloca a empresa no caminho seguro para um crescimento sustentável.

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Diagnostico Empresarial – Acertar na causa é fundamental

Diagnostico Empresarial – O local da dor nem sempre é a origem

Certa vez fui ao pronto-socorro me queixando de uma dor no abdômen.

Foram feitos alguns exames de imagem e a conclusão foi a de um mal-estar sem causa determinada e saí de lá com um simples remédio.

A dor persistiu e aumentou no dia seguinte. Desta vez fui ao meu clínico geral e em 5 minutos através de um toque no abdômen e algumas perguntas ele disparou: É diverticulite. “Ligue pra casa e peça roupas”.

Isso também acontece com a as empresas e com muita frequência.

Várias vezes somos chamados às empresas para resolver um determinado “problema” de desvio de recursos e após um breve diagnóstico chegamos à conclusão que a raiz do problema na verdade era a margem negativa do principal produto da empresa.

O empresário conhece o negócio como ninguém, mas muitas vezes quer resolver um problema atacando um sintoma e não a verdadeira causa.

O Diagnóstico Empresarial é uma ferramenta poderosa.

Quando um time experiente de consultores se encarrega da realização deste, cruzando informações, avaliando indicadores, entrevistando os profissionais e analisando resultados, bastam alguns dias ou semanas (dependendo do tamanho e complexidade da empresa) para a identificação das verdadeiras causas e como resultado colateral também são identificados problemas que não estavam no radar e que certamente iriam causar outras dores em um curto espaço de tempo.

O custo envolvido em um diagnóstico é totalmente acessível e os benefícios ao negócio são enormes.

Ser assertivo na identificação da doença é fundamental para receitar o remédio certo!

 

Blauecke Consultoria Empresarial

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